Rapidíssimas (IV)

Sumi, é, sumi. Estou devendo três textos para o mestrado, um artigo para um jornal, um conto para uma coletânea, um conto para meu livro de contos (que eu achava que estava mais ou menos pronto, mas que não pára de crescer), e daí não sobra nenhuma idéia para o blog. Estar com Mass Effect 2 instalado também não ajuda.

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Um pouco de egopress (cf. Miguel L’aube): na revista Norte, distribuída de graça em pontos culturais de POA, Curitiba, São Paulo e alguns outros lugares, tem um conto inédito meu. Saiu uma entrevista minha no Artilharia Cultural.

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Dois hits de entrada ao meu blog foram com o search “crepúsculo não forma leitores”. Alguém querendo ver sua tese confirmada. Juremir M. da S. uma vez disse que “Harry Potter só forma futuros leitores de Paulo Coelho”. Eu não sou tão radical. Tenho consciência, claro, de que toda essa massa de leitores de fantasia não necessariamente procurará uma literatura mais “exigente” no futuro. Por outro lado, sei que ler não é só interpretar, mas também o trabalho de isolar-se da televisão, da internet, do celular, sentar a bunda numa cadeira e ler. Aprender a ler não passa apenas por “entender e interpretar”. É um exercício “manual”, eu diria, se usasse mãos. Tem uma parcela de exercício: uma palavra depois da outra, uma linha depois da outra. Quanto mais se lê, mais se lê. Sem distrações. Há algo de aprendizagem da solidão. Você precisa ficar sozinho com o livro para então descobrir que acompanhado de um livro você nunca está sozinho.

25/07/10 | Tags:


2 comentários em “Rapidíssimas (IV)”


Isadora

27/07/10

Essa última frase foi poética!

Izze Odelli

29/07/10

Poxa, comecei lendo Harry Potter xD
E nunca li Paulo Coelho (nemly e nemlerey).


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