David Markson (1927 – 2010)

Ó não! Como é ruim, através do twitter, o grande obituário digital, ficar sabendo da morte de algum escritor massa como é o David Markson. Para quem não conhece, Markson é autor do experimentalíssimo “Wittgenstein’s mistress”, que o Foster Wallace considera o ponto alto da ficção experimental norte-americana. Esse romance, o único que li do cara, é narrado por uma mulher no mesmo “formato” que o Tractatus Logico-philosophicus do Wittgenstein e, assim como a obra-base, faz do seu texto uma grande meditação sobre a relação entre linguagem e mundo.

Quem sabe com a morte do autor ele não ganha alguma fama e é traduzido para o português? Nah, isso é sonhar alto demais.

Triste, mas verdade: precisamos reconhecer que certos livros só interessam a uma fração muito ínfima de leitores e que esses livros não tem seu lugar nem no mercado “de nicho” previsto por teorias da cauda longa e otimistas em geral.

07/06/10 | Tags:


6 comentários em “David Markson (1927 – 2010)”


“esses livros não tem seu lugar nem no mercado “de nicho””.

no brasil, né? porque nos eua foi publicado e segue em catálogo, heh.

Antônio Xerxenesky

07/06/10

Sim, no Brasil, claro.

Nos EUA parece que tem público leitor para quase tudo. Exceto para traduções. ;)

“Sim, no Brasil, claro.”

Boas novidades em breve.

andreis

08/06/10

acabei de descobrir pelo seu blog. pelo menos é um meio menos lacônico.

já leu o empty plenum, a resenha do dfw? eu imagino que já tenha lido (Já que, como eu, chegou nele pela mesma recomendação).
se já tiver, não é quase tão bonita qt o livro? se não tiver, leia :~

Antônio Xerxenesky

08/06/10

Curiosamente, descobri Markson jogando videogame na casa de um amigo fã de Wittgenstein. Enquanto carregava um jogo, ele me passou o livro e mostrou: “Olha, é escrito tipo o Tractatus”.
Foi quando comecei a ler que fiquei sabendo da resenha do DFW. Que sim, é muito, muito legal.

Breno Kummel

09/06/10

Este é mais um dos livros que está fincado da minha lista de leituras futuras. Quem sabe ano que vem… Lembro de ler o Markson comentando positivamente o Infinite Jest, which is always a good sign.


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