a) Falar de “novos escritores” como se fossem um bando homogêneo, como se o babaca adulador do “não li teu livro, mas leia o meu e adore” e a menina esforçada e dedicada fossem o mesmo tipo de pessoa.
b) Falar de “novos escritores” como se eu fosse isento, como se eu não fosse um, como se meu livro não fosse apenas outro na pilha. Pior: passando a impressão de que já sou estabelecido (pfff).
c) Falar mal da cena literária sem levar em conta que sempre foi, em essência, assim, desde Verlaine ou Poe, ou até mesmo antes. Mudou o volume do barulho e o meio.
d) E esse é o principal equívoco: perder tempo falando disso. Perder tempo tentando generalizar, tentando encontrar uma fórmula, uma explicação, uma crítica. Perder tempo se importando com cenas, com bobagens, com gente chata. Parei, e obrigado pelos alertas e conversas por e-mail.
Esse post não terá comentários abertos porque a discussão já deu o que tinha que dar. Estou disponível por e-mail, qualquer coisa.




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