Eu juro que logo volto a escrever normalmente no blog. A correria é grande porque estou terminando a reescrita/rerererevisão do meu livrinho de contos sobre o qual falei aqui.
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Quase toda semana alguém me manda (por motivos cômicos) algum absurdo de dissertação de mestrado que foi aprovada com A e que é composta do mais puro biriri acadêmico. É impressionante, os orientadores vão topando tudo, a banca tem vergonha de detonar e tchãrã, uma pessoa é mestre ou doutora tendo só papagaiado os teóricos da moda e bolado maneiras de não dizer nada através de apuds e op. cits. Enquanto isso, no mundo real, nas empresas que tem dinheiro, parece rolar uma certa meritocracia (quando não ocorre os Quem Indica): escolhem a pessoa não pela titulação, mas pela capacidade de fazer algo que preste. Daí a legião de pós-doutores acerca do Nada ficam coçando a cabeça se perguntando o que foi que deu errado, por quais motivos não estão ganhando tanto, &c &c.
(isso não é uma regra geral, existe gente maravilhosa titulada, é só um medo grande que eu sinto quando penso no sistema acadêmico).
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O jogo Bioshock 2 é o ápice do desenvolvimento que iniciou em Half-Life 1, ou seja, de obrigar o jogador a pensar estratégias criativas para cada situação, muitas vezes sem perceber que está fazendo isso. Uma delícia, portanto.
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Revendo Uma noite alucinante [Evil Dead 2] me dei conta de como a carreira inteira do Jim Carrey parece um plágio da atuação pioneira do Bruce Campbell nesse filme.
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Voltando à literatura, me pus a pensar naquilo que sempre dizem: “Quando os escritores de hoje morrerem, não vão publicar as cartas compiladas, mas os e-mails.” Meu pensamento foi para outras rotas. Pensem naqueles agentes literários selvagens que cavocam os arquivos, os computadores e os moleskines dos autores atrás de contos nunca publicados. Exemplo mais radical dos dias de hoje é o do Bolaño, que se encontram qualquer fragmento minimamente coerente já correm para publicar (El secreto del mal é prova disso, um livro que deveria existir só para os estudiosos mais hardcore do Bolaño) e ganhar uns trocados.
Enfim, no mundo de hoje, onde os HDs externos são uma maneira bastante popular de armazenar arquivos com segurança, imagina se morre o autor. Para quem não sabe, HDs externos tem senhas criptografadas que nem a própria empresa pode ceder. Se a única pessoa que sabe a senha falece, puf, ninguém mais terá acesso aos arquivos ali contidos. Nem um hacker monstruoso conseguiria. Faz a gente pensar sobre esses agentes descarados, né não? (nota: não sou contra toda publicação póstuma e até fiquei feliz de ler El secreto del mal, mas tem coisa ali que parece exploração, não literatura).




5 comentários em “Rapidíssimas (III)”
Pelicano, o Felizardo
24/02/10“Para quem não sabe, HDs externos tem senhas criptografadas que nem a própria empresa pode ceder”.
Hm, não. Isso é opcional e só em alguns raros modelos. Nêgo também pode usar uns TrueCrypt da vida pra criptografar o que bem entender, claro.
Antônio Xerxenesky
24/02/10Hum, o meu de 0,5Tb da Western Digital tem isso (tri barato na FGTEC, fica a dica), então achei que era universal. Vem toda uma explicação do tipo “se você esquecer a senha se fodeu!”.
Erik Santana
27/02/10Olá Antônio Xerxenesky,
Meu nome é Erik Santana, sou escritor e, recentemente, publiquei um livro voltado para o gênero Realismo Fantástico.
Venho, por meio deste, apresentar meu interesse em fazer um promoção dentro do site Projeto Espaço Literário, onde, de alguma forma, determinado visitante de vocês receberia, como prêmio, um livro meu, sem custo algum para o site. Eu mesmo arcaria com o custo do livro.
Como poderíamos dar prosseguimento à essa parceria?
Sendo possível ou não, desde já, agradeço a atenção.
Erik Santana
Lídia
28/02/10Sobre o Bruce Campbell, tu tens razão.
Carol
11/03/10Sobre publicações póstumas, vide Original de Laura – com o qual fiquei muito feliz em me deparar, nunca tinha visto as fichas do Nabokov nem por “scanner” – que não é de grande utilidade pública. E…. Estilo Tardio, de E. W. Said, miscelânea de quase-ensaios escritos na iminência da morte que, com trabalho digno de Homero, a esposa e os amigos conseguiram reunir e concatenar. Daí o resultado e a validade eu ainda não verifiquei.