Me identifiquei com isso que o escritor norte-americano John Wray disse sobre seu terceiro romance (“que pode ser descrito em duas frases”) ser tão diferente do segundo (“que precisaria umas 40 para ser descrito”) e do primeiro. Diz Wray:
“Quando ficou claro para mim que eu terminaria o meu primeiro romance, eu já pensava que queria que o meu segundo fosse completamente diferente do primeiro. E então eu quis que meu terceiro romance fosse o mais diferente possível do segundo. Principalmete porque – não por causa de ambição – eu não gosto da idéia de um escritor sempre escrever o mesmo romance. Existem autores que eu amo e que sempre escrevem o mesmo romance, como Ernest Hemingway ou Cormac McCarthy. Quer dizer, eles podem não pensar assim, Hemingway pode dizer: do que diabos você está falando? Mas de um ponto de vista estético, ele estava escrevendo o mesmo livro de novo e de novo. Me enlouqueceria. Seria como um obsessivo no hospício costurando sempre a mesma meia.”
Traduzido daqui.




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