1) Cabe agradecer. Quando eu abri esse blog, há umas três semanas, não imaginei que seria tão bem recebido, tão acessado, tão discutido (sim, criticar é importante, todo mundo sabe como me perco em excessos e exageros). Só tenho a agradecer. Então, obrigado. Na verdade, só tenho a agradecer por tudo, e é bom deixar registrado aqui, porque pode cair uma turbina na minha cabeça a qualquer instante. Caso isso aconteça (caia a turbina) que fique registrado que sou uma pessoa de sorte e só tenho a agradecer, a todos. GRAZI.
2) Vai sair uma versão mais ajeitadinha, menos post de blog, menos ego, mais limpinha e cheirosa, do meu post sobre “Bastardos Inglórios” no jornal CineSemana, distribuído nos cinemas GNC.
3) É um grande mistério para mim: por que os autores latinos, quando ganham um prêmio e colocam ele (o prêmio) na orelha, listam o júri por trás da decisão? Exemplo: X ganhou o prêmio Herralde (júri composto de Enrique Vila-Matas, Martín Kohan e Rodrigo Fresán). No Brasil não se coloca o nome porque vão gritar que é tudo marmelada? “Ah! Viu? Viu o júri? Só tem amiguinho!” Ou será que é porque é melhor nem saber quem foi jurado? Ou será que nossos jurados não são famosos? Muitas perguntas, hein.
4) Ainda sobre os latinos, estou lendo, nos minutos de espera entre uma coisa e outra, nas idas ao banheiro… (eis as vantagens do conto breve), “La Joven Guardia”, coletânea organizada por Maximiliano Tomas que compila novos narradores argentinos que tem entre 25 e 35 anos e pelo menos um livro publicado. Tem coisa muito boa ali no meio. Sempre suspeito de coletâneas, mas pareceu uma boa maneira de descobrir novos autores. É engraçado que, no prólogo, se menciona que os autores romperam o lance de escrever “sob o signo de Borges” ou “sob influência de Cortázar”, e que não copiam muito a geração diretamente anterior a eles (Alan Pauls, R. Piglia). Tal fenômeno também acontece nas letras gaúchas, mas quiçá por motivos diferentes. É impressionante a nossa ignorância a respeito do que foi produzido aqui nas últimas décadas. Eu, pelo menos, sei muito pouco. Conheço, sei lá, JG Noll e Caio Fernando Abreu. O que escrevo não dialoga em nada com a geração anterior, só se tu ler meu livro como um anti-CaioFernandoAbreísmo. Aí eu aprovo. Uso de exemplo os gaúchos porque não sei se é assim no resto do Brasil. Quantos brasileiros lidam com a tradição anos 80 e 90? Quantos foram marcados por Reinaldo Moraes? Muitas perguntas, sempre muitas perguntas.
5) [UPDATE] ASSIM: fiz uma promoção no dia das crianças pelo twitter de vender meu romance Areia nos Dentes por 15 reais + 3,80 de frete (frete grátis para POA). Muita gente me mandou e-mail querendo adquirir uma cópia, então decidi estender essa promoção por tempo ilimitado. Quer comprar meu livro diretamente? Manda um e-mail (tá ali o desenho da cartinha com o endereço).




5 comentários em “Rapidíssimas”
Eric
14/10/09Depois se puder fala mais um pouco do La Joven Guardia. Fiquei curioso com o nome da galera. Conheço pouco da produção LA, confesso. Abss e vida longa ao blog.
Antônio Xerxenesky
14/10/09Oi, Eric. Bom te ver por aqui. Quero tentar catar um dos autores que mais gostei do Joven Guardia na internet e pedir para traduzir o conto dele, hehehe. Tomara que dê certo.
De resto, sou apaixonado pela literatura latino-americana pós-boom. Se quiser umas dicas podemos conversar por e-mail. Abração.
Graxa
21/10/09ponto 3. O júri é muito simpático mas é incopetente.
Ju
25/10/09Oi!
Ponto 5: A promoção ainda tá rolando?
Não consegui descobrir seu email. Desenha aqui pra mim, por favor.
Antônio Xerxenesky
25/10/09Oi Ju! Tá rolando sim. Tem uma cartinha no canto direito, mas enfim, meu e-mail é antoniocsx [arroba] gmail [pt] com.